sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

~ Culpa(s)

Fonte da imagem: http://neuroticosanonimosenlinea.com/wp-content/uploads/2014/02/culpa.jpeg 



Alarmante propriedade do ser humano em contrariar a dor pela junção de sentimento negativo.
O excesso traz a culpa. Também a falta ou a mínima. Pecado que é cometido sem intenção.  Que comove aquele que sente por ter errado.
Existe a desculpa. Proclama tal palavra pra argumentar teu arrependimento. (Des)de que adianta a (des)culpa? Ela é (des)necessária também para nossa sobrevivência.  Sabermos nossos limites e regras. Para não escapulir no excesso de novo e cair na culpa pra proclamar a desculpa. 
Entramos num círculo vicioso de pequenas culpas. No doce extra. Nas palavras proferidas às pressas e que vieram em tom áspero. Aquela culpa que atravessa dias e até meses.  Aquela culpa por deixar partir. 
Me (des)culpo pelo desperdício: de tempo, de espaço, de palavras e textos. Me (des)culpo pelo excesso: de pensamentos, de intensidade, de mim mesma.
Aparece todos os dias. Relevo no silêncio.  Revela na mágoa e na dor de uma saudade por desculpa. Quero aproveitar para tirar o nexo dessa e das outras: de todas as (des)culpas apenas do que não tornou ação. 

2 comentários:

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Liziani Dias disse...

Praticamente uma poesia. " Culpar-se ou desculpar-se, eis a questão.
Sempre ótima Rafaela.